Um exercício mental para lidar com a dependência de amigos e conselhos

Anthony de Mello tinha vários desses exercícios para ajudar as pessoas a ter mais autonomia e se libertar dos sofrimentos. Isso é raro na maioria dos líderes religiosos porque a maioria se alimenta dessa dependência de uma forma ou de outra.

Exercício 1

1. Diga* a um amigo: “Eu sei que nas coisas que realmente importam não posso contar com você. Não posso apoiar-me em você, porque você é impotente para me ajudar”.

2. Perceba como é fascinante estar sem um único amigo ou conselheiro com quem contar. Quando você vê a inabilidade dos outros em ajudá-lo, descobre o Reino dentro de você.

3. Perceba que maravilha é estar desiludido com seus melhores amigos, não por cinismo ou mágoa, mas por ter consciência da realidade. Pois eles são impotentes para ajudá-lo nas coisas que realmente importam. Lembre-se das palavras aparentemente duras de Jesus sobre parentes. Que poderiam Pedro, Tiago ou João fazer por Jesus na Quinta-feira Santa, na Sexta-feira da Paixão ou em qualquer outro momento? A desilusão traz uma oportunidade gloriosa. É como acordar para uma nova vida. Você está bem, mesmo quando pensa não estar.

*Diga mentalmente.

Exercício 2

Eis alguns passos para chegar a um nível superior, onde experimentar o amor; onde você não se deixa fascinar, afetar negativamente ou ferir pelos demais.
Isto irá ajudá-lo a vencer o vazio da rejeição e a absoluta inutilidade e superficialidade da aprovação alheia. Você será capaz de dispensas, de abolir o autoelogio ou autocondenação, uma vez estabelecida sua irrelevância.

  1. Pense em alguém cuja aprovação você deseja. Entenda que na presença dessa pessoa você perde a liberdade de ser você mesmo e de aceitá-la como ela é, porque precisa dela.
  2. Quando você está só, de que presença você pensa necessitar? Pense em alguém cuja presença lhe seja indispensável para dispersar seu sentimento de não estar bem. Veja que na presença dessa pessoa você não é livre, porque pensa nela como necessária a sua felicidade.
  3. Pense nas pessoas a quem você conferiu o poder de fazê-lo feliz ou miserável.
  4. Não se deixe enganar pela ilusão: você não precisa de ninguém como bengala emocional. No momento em que tomar consciência disso, ninguém mais terá poder sobre você. Seus altos e baixos emocionais acabarão. Você passará a ser dono de si em suas relações com os demais. Você não estará à mercê de ninguém. Agora você é livre. Pode amar. Restaurou a sua espiritualidade e a sua humanidade.

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