Confúcio, Buda e Lao-Tsé e o jarro de vinagre

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Existe um quadro taoista, que ilustra a cena de três homens reunidos numa mesa, com um jarro de vinagre, bebida que provam.
O primeiro, faz uma espécie de careta, considerando a bebida amarga.
O segundo, do mesmo modo, tem uma expressão de profundo desagrado, em virtude da bebida lhe parecer ácida.
O terceiro, admirando a sua excelência, tem uma expressão radiante, de felicidade.
Há quem diga que o vinagre é a vida e que os três homens são Confúcio, Buda e Lao-Tsé.
O primeiro, Confúcio, julga que a vida é algo terrífico, sendo absolutamente necessário criar cerimoniais, a que os homens se submetam.
O segundo, Buda, diz-nos que a vida é amarga, é sofrimento praticamente em todas as suas vertentes, tendo o homem que se libertar de desejos e apegos, de modo a atingir o nirvana, o estado de não-sofrimento.
O terceiro, Lao-Tsé, é optimista e segue o fluxo contínuo da vida. A vida depende em última instância do pensamento que dela tem. Ele é a própria vida e a vida é ele mesmo.