MEDITAÇÃO DO AMOR UNIVERSAL: METTA BHAVANA

Metta significa Amor incondicionado, maneira sublime de viver. Metta Bhavana é uma meditação de efeito seguramente benéfico: a mente fica revigorada, sua força torna-se maior e, finalmente, sublimada.
O mundo descontrolado e perturbado em que vivemos precisa mais dessa meditação do que em qualquer outro período da História. A verdadeira paz será conseguida pelo mundo no dia em que todas as pessoas praticarem essa meditação; é ela um ensinamento fundamental em todas religiões e reúne a Humanidade num todo, transcendendo as diferenças de credo, cor e país de origem. A maior contribuição que qualquer indivíduo isolado pode prestar à paz mundial é a sua prática regular na vida cotidiana. Esta meditação é tirada de um dos mais belos e populares discursos proferidos pelo Buda – Metta sutta.
Este discurso indica com toda clareza a atitude mental que deve ser desenvolvida pela meditação; além de ser um objeto, ou suporte, para a meditação, é também um método de autodefesa.
Assim foi dito por Buda, o Iluminado:
O ódio não se destrói pelo ódio, destrói-se o ódio pelo Amor, esta ó uma Verdade eterna.
Que eu seja feliz. Que eu possa me libertar de todo sofrimento. Que eu tenha saúde perfeita.
Que eu possa superar todos os meus defeitos. Que eu possa purificar a minha mente. Que eu seja feliz.
Que eu possa superar: a cobiça e a raiva; a dor e o lamento; a opressão e a ansiedade; a angústia e a inimizade; oh, que a felicidade tome conta de mim!
Que eu possa desenvolver o Amor Universal: a bondade amorosa, a compaixão a todos os seres, a boa vontade e a não-violência, a equanimidade, a paciência e o contentamento. Que a felicidade tome conta de mim!
Que eu possa ultrapassar a decadência e a morte e me libertar da tristeza e lamentação, dor, pesar, ressentimento e desespero.
Que eu possa evitar o mal, fazer apenas o bem e purificar a minha mente, pois é este o conselho de todos os Budas.
Aquele que se esforça em fazer o bem e que deseja atingir o estado de tranqüilidade, deve agir assim: deve ser hábil, correto, obediente, gentil e humilde. Alegre, fácil de contentar, que não se deixe afetar pelos assuntos mundanos, controlado em seus sentidos, discreto, não impudente e não demasiadamente apegado à família. Que nada faça que seja mesquinho e evite cometer o mais leve erro que os sábios possam censurar. Que todos os seres sejam felizes. Que estejam ditosos e em segurança.
Onde existir um sopro de vida, seja fraco ou forte, grande, médio ou pequeno, visível ou invisível, próximo ou longínquo, nascido ou por nascer, que todos esses seres estejam em segurança e felizes e possam por fim atingir a plena tranqüilidade.
Que ninguém decepcione o seu próximo, nem despreze um ser mínimo que seja; que ninguém por cólera ou ódio deseje mal a outrem.
Assim como a mãe, que protegeria o seu único filho, mesmo com o risco da própria vida, da mesma forma, cultivemos um infinito amor a todos os seres.
Que cultivemos o Amor Universal e o projetemos em todas as direções do mundo, acima, abaixo e à volta, sem limite, com bondade amorosa e benevolência infinita a amigos, estranhos e inimigos.
Quando de pé, andando, sentados ou deitados, durante todo o tempo em que estivermos acordados, deveremos desenvolver a plena Atenção mental e o amor universal. Isto, dizem, é a mais elevada conduta aqui.
Que não abracemos errôneos pontos de vista; virtuosos e dotados de introspeção, desta maneira superaremos o apego aos desejos dos sentidos.

Verdadeiramente, a felicidade será para sempre o meu destino.
Verdadeiramente, a felicidade será para sempre o meu destino.
Verdadeiramente, a felicidade será para sempre o meu destino.

PARTE II

1) Mentalize uma pessoa à nossa frente e afirme (mentalmente) várias vezes: Que haja saúde. Que haja paz. Que haja felicidade.
2) Mentalize duas pessoas à nossa frente e afirme (mentalmente) várias vezes: Que haja saúde. Que haja paz. Que haja felicidade.
3) Mentalize duas, três, quatro, cinco pessoas à nossa volta sempre com as mesmas afirmações: Que haja saúde. Que haja paz. Que haja felicidade.
4) Mentalize toda a nossa família à nossa volta e afirme: Que haja saúde. Que haja paz. Que haja felicidade.
5) Todos os parentes, amigos, vizinhos e colegas e afirme: Que haja saúde. Que haja paz. Que haja felicidade.
6) Mentalize uma pessoa que, por ventura, nós não gostemos dela, ou que esta pessoa não goste de nós, e afirme várias vezes: Que haja saúde. Que haja paz. Que haja felicidade.
7) Devemos imaginar todas as pessoas do mundo que estejam feridas, doentes nos hospitais ou nas suas próprias casas, e vibrar com saúde e amor para estas pessoas afirmando (várias vezes): Que haja saúde. Que haja paz. Que haja felicidade.
8) Imaginemos todas as pessoas que por um, ou outro motivo estejam presas nas cadeias em qualquer país deste mundo e vibremos em amor para estas pessoas: Que haja saúde. Que haja paz. Que haja felicidade.
1079) Aumentemos cada vez mais o grupo à nossa volta e devemos perder a individualidade das pessoas.
10) Imagine que toda a humanidade esteja à nossa volta, à frente e atrás, à esquerda e à direita – deveremos vibrar em amor, afirmando: Felicidade, felicidade, felicidade… (apenas com a palavra felicidade, mas tendo em mente saúde e paz também).
11) Imagine que todos os seres vivos estejam à nossa volta.
12) Imagine que todos os seres de outros planos de existência, de outras faixas vibratórias estejam também à nossa volta, acima e abaixo e deveremos vibrar em Amor Universal, sentindo que as vibrações estejam saindo do nosso ser para todas as direções e confins do Universo, afirmando várias vezes: Que haja saúde. Que haja paz. Que haja felicidade.

Afirmações Finais

Que todos os seres que estejam em sofrimento, possam se libertar do seu sofrimento.
Que todos os seres que estejam com medo, possam se libertar do seu temor.
Que todos os seres que estejam em lamentos, possam se libertar da sua lamentação.
Pela realização destas aspirações, que todos os seres, sem nenhuma exceção, possam se sentir verdadeiramente seguros e muito felizes.
Paz para todos.

Do livro BUDISMO – PSICOLOGIA DO AUTOCONHECIMENTO – Dr. Georges da Silva e Rita Homenko

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