Familiarizando-se com o momento presente.

Quando falamos de controle do corpo, podemos dizer: “Oh, eu não vou fazer isso.” Você pode fazer votos para controlar algumas condutas inadequadas do corpo. Da mesma forma, você pode fazer votos por má conduta de discurso. E a mente? Eu não quero dançar; eu não quero ler; eu não quero cantar – você pode controlar. Quem controla a mente? Você tem tantos métodos. Os psicólogos e psiquiatras têm tantos métodos! Apenas a meditação controla. Nós concordamos? Meditando, não seguimos o passado nem planejamos o futuro. O passado é passado, se foi. O futuro ainda não chegou. Entre o passado e o futuro há uma abertura, há um espaço. Este é o presente. Você tem que ficar no presente! Não siga o passado. Não planeje o futuro. Esteja no momento; deixe como é. Quando você está no momento, pode haver pensamentos chegando. Quando eles vêm, você não os persegue. Você não diz: “Oh, pensei, agora eu tenho que voltar.” Não há para onde se voltar. Você já está aí; apenas tem que estar ciente disso. É apenas ser. Isso está sempre presente. Não é tanto meditação, mas familiaridade. Estar naquele momento já é a situação, então é mais sua participação nele, é mais como estar ciente disso. Dizemos nas quatro condutas – caminhar, comer, dormir ou mesmo ir ao banheiro – em qualquer atividade, isso está sempre presente. Você está apenas tentando reconhecer isso. A experiência é como se você tivesse perdido seu amigo e depois de muito tempo reconhecesse ele no meio da multidão. “Oh, eu reconheço meu amigo ali.” Esse tipo de reconhecimento surgirá na meditação quando você não estiver seguindo o passado ou planejando o futuro, apenas estando aqui. Isso é o que é, e não há nada para não saber sobre isso! Mesmo aquele que está dizendo: “Eu não sei, eu não sei, eu não sei”, é isso que é. [risada] A consciência inata onde você se mantém ( zhiné gyi rigpa) significa que antes de você reconhecê-la, a base está sempre aí, independentemente de você reconhecê-la ou não. Você nunca pode deixar de ser, mas pode ser que não esteja ciente disso. O que podemos fazer como praticantes é reconhecer o que já está aqui.

Do livro Ensinamentos de Zhang Zhung Nyen Gyü

Deixe um comentário