O hábito do julgamento

Nós julgamos os outros porque isso é um hábito nosso. O julgamento é parte do pensar e agir no mundo. Continuamente temos que decidir sobre o que fazer e confiamos em nosso julgamento para escolher entre nossas opções. Nosso julgamento nos mostra as opções, portanto não podemos viver sem julgar. Se vemos um leão, nossa sobrevivência depende do julgamento que nos diz que estamos diante de um predador perigoso. Nós fazemos o mesmo com as pessoas. Nós julgamos os outros para ver se são amigáveis ou perigosos. É natural fazer esses julgamentos sobre pessoas. No entanto, nosso hábito pega essa tendência natural e volta contra nós mesmos. Nós acabamos usando nossos julgamentos para sustentar nosso ego.

Julgar os outros e a nós mesmo é o modo como reforçamos nosso ego através de identificações que dizem que somos iguais ou diferentes, melhor e pior do que os outros. Essas comparações nos dão uma identidade sólida, que é mais confortável do que tentar imaginar o que somos. Mesmo que essa identidade nos faça nos sentirmos horríveis sobre nós mesmos, pelo menos temos certeza que existimos.

A forma como julgamos os outros é a mesma que julgamos a nós mesmos. Nós criamos ou adotamos um conjunto de valores e julgamos nossa medida dentro desses parâmetros. É um hábito traiçoeiro porque mesmo com os julgamentos positivos pressupõem os negativos. Se apreciamos a beleza, tememos a fealdade. Se apreciamos a inteligência tememos a estupidez. Se pensamos que somos melhores que algumas pessoas, temos medo de ser piores que outras. Não existe fim para as comparações que podemos fazer.

Se pensamos que somos melhores que certas pessoas, nós nos elevamos de modo falso. Se pensamos que somos piores, estamos falsamente nos diminuindo. Eventualmente, quando nos vemos em sofrimento, são os nossos julgamentos que se viraram contra nós. Nós não conseguimos deter esse hábito porque não vemos problema no julgamento em si, apensas percebemos as conclusões dos julgamentos.

Se notamos o nosso hábito de julgar, podemos ver o que estamos fazendo, nos tornarmos conscientes desse hábito e modificar isso. Se pararmos de julgar os outros e nós mesmos, nós nos livramos da armadilha desses julgamentos. Mesmo que não conseguirmos para nossos julgamentos, se estivermos conscientes dos perigos de julgar, já estaremos aprendendo a duvidar de nossos julgamentos e reduzir o poder que eles têm sobre nós.

Traduzido com autorização de Zen Mister http://zenmister.tumblr.com/post/143744055156/judging-habit

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s