Para entender como surge a delusão pratique observar sua mente – Chagdud Tulku Rinpoche (tradução)

Para entender como surge a delusão pratique observar sua mente. Comece por simplesmente permitindo que ela relaxe. Sem pensar no passado ou futuro, sem sentir esperança e medo sobre isso ou aquilo, deixando que ela relaxe naturalmente, aberta e natural. Nesse espaço da mente, não existem problemas nem sofrimento. Então, algo chama sua atenção – uma imagem, um som, um cheiro. Sua mente se divide entre interior e exterior, eu e o outro, sujeito e objeto. Ao simplesmente perceber o objeto, ainda não há sofrimento. Mas quando você focaliza nisso, você percebe que é grande ou pequeno, preto ou branco, quadrado ou circular; e então você faz um julgamento – por exemplo, se é bonito ou feio. Tendo feito esse julgamento você reage a ele: Você decide se gosta ou não gosta disso. É nesse ponto que começam os problemas, porque “Eu gosto disso” leva a “Eu quero isso”. Nós queremos possuir aquilo que percebemos como desejável. Similarmente, “Eu não gosto disso” leva a “Eu não quero isso”; Se gostamos de algo, queremos isso e não conseguimos, nós sofremos. Se não gostamos, mas não conseguimos manter afastado, novamente nós sofremos. Nosso sofrimento parece ocorrer por causa do objeto do nosso desejo ou aversão, mas não é isso realmente – o que acontece é que a mente se divide na dualidade objeto-sujeito e se envolve em querer ou não querer alguma coisa.

– Chagdud Tulku Rinpoche

To understand how delusion arises, practice watching your mind. Begin by simply letting it relax. Without thinking of the past or the future, without feeling hope or fear about this thing or that, let it rest comfortably, open and natural. In this space of the mind, there is no problem, no suffering. Then something catches your attention – an image, a sound, a smell. Your mind splits into inner and outer, self and other, subject and object. In simply perceiving the object, there is still no problem. But when you zero in on it, you notice that it’s big or small, white or black, square or circular; and then you make a judgment – for example, whether it’s pretty or ugly. Having made that judgment, you react to it: you decide you like it or don’t like it. That’s when the problem starts, because “I like it” leads to “I want it.” We want to possess what we perceive to be desirable. Similarly, “I don’t like it” leads to “I don’t want it.” If we like something, want it, and can’t have it, we suffer. If we don’t want it, but can’t keep it away, again we suffer. Our suffering seems to occur because of the object of our desire or aversion, but that’s not really so – it happens because the mind splits into object-subject duality and becomes involved in wanting or not wanting something.

– Chagdud Tulku Rinpoche

from the book “Gates to Buddhist Practice: Essential Teachings of a Tibetan Master”

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